Category Archives: Cinema ao Ar Livre

31 de Agosto, 21.30h – Piscinas: “Sabrina”

 

Sabrina 1

Realização: Billy Wilder

Intérpretes: Audrey Hepburn, Humphrey Bogart, William Holden

EUA, 1954, 113′

“Sabrina” é um dos filmes mais conhecidos de Billy Wilder e uma das suas melhores comédias. O cineasta parte da adaptação de uma peça teatral de Samuel Taylor para apresentar um conto de fadas moderno que tem por base a história da Cinderela. Audrey Hepburn faz uma das suas melhores interpretações no papel de Sabrina, a filha de um motorista que regressa de Paris transformada numa mulher elegante e deslumbrante.

Sabrina está apaixonada por David Larrabee (William Holden), o simpático e inconsequente filho de uma família da alta sociedade. Apesar de ser a filha do motorista dos Larrabee, Sabrina nunca sentiu que não pertencia àquele mundo de riqueza. Agora, David dá-lhe toda a atenção e acaba por se apaixonar por ela. Mas Linus (Humphrey Bogart), o irmão mais velho de David, quer que ele case com a filha de um importante industrial e vai tentar conquistar Sabrina para pôr fim ao romance.

O filme recebeu seis nomeações da Academia de Hollywood e um Óscar para Edith Head na categoria de melhor figurino.

 

 

 

 

24 de Agosto, 21.30h – Piscinas: “Ruth & Alex”

KSM Cover Ruth & Alex

Realização: Richard Loncraine

Intérpretes: Diane Keaton, Morgan Freeman, Cynthia Nixon, Carrie Preston

EUA, 2014, 92′  M/12

Ruth e Alex (Diane Keaton e Morgan) vivem num belo apartamento em Brooklyn, Nova Iorque (EUA). Ali partilharam os últimos 40 anos das suas vidas. Os cinco andares sem elevador que ambos têm de subir cada vez que saem à rua são o grande motivo para uma importante decisão: trocar de casa. Apesar de relutantes em abandonar tantas recordações, ambos estão decididos a iniciar uma nova fase numa casa mais pequena e numa zona menos movimentada da cidade. O que eles não imaginam é o inferno em que essa transacção se vai tornar…
Baseado no “best-seller” “Heroic Measures” (2009), da escritora canadiana Jill Ciment, um filme sobre o envelhecimento que conta com a realização de Richard Loncraine segundo um argumento de Charlie Peters

 

 

 

 

 

 

 

17 de Agosto, 21.30h – Piscinas: “Sideways”

sideways 1

Realização: Alexandre Payne

Intérpretes: Paul Giamatti, Thomas Haden Church, Virginia Madsen

EUA/HUN, 2004, 123 ‘  M/12

“Sideways” é o novo e premiado filme (cinco nomeções para os Óscares) de Alexander Payne (“As Confissões de Schmidt”) e conta a história de dois velhos amigos numa viagem pela costa da Califórnia, explorando as vicissitudes do amor e da amizade e a guerra constante entre duas castas de vinhos: Pinot e Cabernet.
A aventura dos dois amigos começa quando Miles (Paul Giamatti, o protagonista de “American Splendor”), recém-divorciado e aspirante a romancista, com uma fixação em vinhos, decide combinar com o seu velho amigo Jack uma viagem de despedida de solteiro pela região vinícola de Santa Barbara.
Jack procura nessa viagem o seu último sabor de liberdade. Miles só quer não ficar mais deprimido e saborear a perfeição numa garrafa de vinho Pinot. Já Jack fica satisfeito com uma garrafa baratinha de Merlot. As únicas coisas que têm em comum são as suas ambições falhadas e a juventude a extinguir-se… Durante a viagem, Miles e Jack afundam-se em vinho e mulheres, em perigosas e divertidas crises da meia-idade. Será que Jack voltará a tempo do casamento?

 

 

 

 

 

 

 

10 de Agosto, 21.30h – Piscinas: “Bus Stop – Paragem de Autocarro”

Bus Stop 1

Realização: Joshua Logan

Intérpretes: Arthur O Connell, Don Murray, Marilyn Monroe

EUA, 1056, 96′,  M/12

Adaptado de uma peça de William Inge por George Axelrod, “Paragem de Autocarro” é uma comédia dramática com Marilyn Monroe no papel de Cherie, cantora num clube nocturno, cujo sonho de alcançar a fama é interrompido por Bo, um ingénuo “cowboy” (Don Murray). Bo apaixona-se pela cantora e decide casar com ela, sem se preocupar em lhe perguntar a opinião. Cherie tenta escapar-lhe, mas acabam por se juntar no mesmo autocarro. Durante a viagem, quando estão num café no meio de nenhures, são obrigados a começar a comunicar.
Depois de “Como Se Conquista Um Milionário” (1953) e de “O Pecado Mora ao Lado” (1955), este foi o filme que veio comprovar o talento de Marilyn Monroe. “Paragem de Autocarro” inclui ainda a famosa interpretação de “That Old Black Magic” por Marilyn e foi o filme de estreia de Don Murray – nomeado para o Óscar de melhor actor secundário em 1957 – e de Hope Lange, com quem acabou por casar.

Após o sucesso da comédia “O Pecado Mora ao Lado” (The Seven Year Itch, 1955), de Billy Wilder, muito mudou na vida de Marilyn Monroe no ano que se seguiu. A actriz separou-se de Joe Dimaggio e mais tarde começou a sair com o escritor Arthur Miller, aproveitou para se distanciar de Hollywood, tendo ingressado no Actor’s Studio, onde teve aulas com o seu director, Lee Strasberg. Finalmente, Marilyn criou a sua própria produtora, a Marilyn Monroe Productions.

O primeiro filme a sair da sua produtora foi “Paragem de Autocarro”, onde Marilyn, agora já uma estrela que podia ditar à Fox que papéis queria para si, deixava de lado as comédias e as figuras de loura burra, para se dedicar a um drama.

Contracenando com Don Murray, numa história adaptada de uma peça de teatro de William Inge, Marilyn, dirigida por Joshua Logan, interpretava uma frágil, mas inocente cantora de saloon Chérie, que buscava uma vida em que fosse respeitada, mas que não conseguia fugir à vida nocturna de má reputação e desrespeito da parte do género masculino. A pedrada no charco dá-se com a chegada de Beauregard Decker (Don Murray), um ingénuo cowboy que nunca esteve numa cidade, e que está habituado a conseguir tudo o que quer à força do laço ou dos seus braços.

Beau é uma força da natureza, exuberante, altético, mas ingénuo quanto a relações humanas. Nessa ingenuidade, ou pureza de olhar, vê apenas beleza, onde os outros homens vêem uma cantora que exibe o corpo por dinheiro. Por isso Beau apaixona-se antes mesmo que perceba o que é a paixão. E por isso mesmo ele não compreende que Chérie não sinta o mesmo, assumindo imediatamente que estão prontos a casar. Tal mal entendido, ou teimosia de Beau, leva-o a fazer aquilo que melhor sabe, tomar o que quer à força, levando Chérie contra vontade no autocarro de regresso. Os pontos que marcara pelo respeito mostrado no momento em que conhecera Chérie perdem-se assim, quando Beau se comporta com prepotência, levando a um confronto de vontades difícil de ultrapassar.

Embora seja um drama, o filme de Joshua Logan não deixa de ter imensos momentos de humor, muito devido às personalidades de Beau e Chérie, um par de inadaptados num mundo cínico que não os compreende. Chérie vê em Beau alguém que a pode respeitar como nunca antes foi. Já ele vê nela um anjo, sem maldade. Em termos de conhecimento do mundo, e de feridas deixadas por ele, os dois personagens carregam a mesma diferença que ostentam em termos de relações anteriores. Como diz Virgil (Arthur O’Connell), a consciência de Beau, ela teve demais, ele de menos, pelo que se equilibram. É com essa lógica, também ela ingénua, que se resolve o impasse, e Chérie admite que afinal ama Beau, ao mesmo tempo que este aprende que nem tudo na vida se conquista à força de braços.

Num ambiente que lembra o Western, Joshua Logan faz uso da paisagem americana para filmar os exteriores (Idaho e Arizona), mas é nos interiores que o seu filme ganha força, e respeitando a origem teatral do argumento, é nas longas sequências de interiores (salloon e bar de Grace na paragem de autocarro) que Logan constrói os melhores e mais arrebatadores momentos do filme.

 

Do blog A Janela Encantada

https://ajanelaencantada.wordpress.com/2014/10/20/paragem-de-autocarro-1956/

 

 

 

 

 

 

 

 

3 de Agosto, 21.30h – Piscinas: “Shun Li e o Poeta”

cShun li

Realização: Andrea Segre

Intérpretes: Zhao Tao, Rade Serbedzija, Marco Paolini

ITA/FRA, 2011, 100′  M/12

Shun Li (Zhao Tao) viajou desde a China em busca de uma vida melhor. Agora, a trabalhar numa fábrica em Itália, ela faz as contas à vida de modo a conseguir a legalização e dinheiro suficiente para trazer para junto de si o seu filho de oito anos. É então que é obrigada a mudar-se para Chioggia, uma vila perto de Veneza, para onde vai trabalhar como empregada de um modesto restaurante. É ali que vai conhecer Bepi (Rade Sherbedgia), um pescador sensível, de origem eslava, apaixonado por poesia. Entre eles surge uma cumplicidade inesperada e, apesar das idades e culturas tão díspares, as suas almas solitárias encontram refúgio uma na outra, fazendo nascer um amor profundo e verdadeiro. Porém, parece que nem todos os habitantes da cidade conseguem ver aquela relação com bons olhos e eles começam a sentir-se ostracizados por ambas as comunidades.Uma história de amor e amizade entre culturas, contada pelo documentarista Andrea Segre. PÚBLICO

 

 

 

 

 

 

 

 

27 de Julho, 21.30h – Piscinas: “Brigadoon – A Lenda dos Beijos Perdidos”

brigadoon blog

Realização: Vincente Minnelli

Intérpretes: Cyd Charisse, Elaine Stewart, Gene Kelly, Van Johnson

EUA, 1954, 108 ‘  M/12

A quintessência do musical, no que é um deslumbrante conto fantástico sobre uma aldeia escocesa que “vive” um dia em cada século e é descoberta por dois caçadores. Um deles, Gene Kelly, encontra ali o amor da sua vida, o que irá permitir um “milagre”. “Brigadoon” contém um dos mais belos bailados a dois do cinema: Gene Kelly e Cyd Charisse em Heather on the Hill. Foi a partir de BRIGADOON que a crítica descobriu Minnelli como pintor.
Texto: Cinemateca Portuguesa