19 de Junho, 19h: “Na Síria”

Realização: Philippe Van Leeuw

Intérpretes: Hiam Abbass, Diamand Bou Abboud, Juliette Navis

FRA/BEL/Líbano, 2017, 85′  M/16

Em Damasco (Síria), uma mulher tenta transformar o seu pequeno apartamento num refúgio para família e vizinhos. Num esforço de os proteger da guerra e das atrocidades que decorrem no exterior, recria uma espécie de normalidade nas suas vidas. Aterrorizados com a possibilidade de serem bombardeados a qualquer momento, com água e comida racionadas, eles vão tentando sobreviver, esperançosos de que o fim do conflito esteja para breve…
Com assinatura do belga Philippe Van Leeuw (“Le Jour où Dieu Est Parti en Voyage”), um drama claustrofóbico sobre os efeitos da guerra nas vidas das pessoas comuns, cuja acção decorre num único dia e cenário. Estreado no Festival de Cinema de Berlim, onde recebeu o Prémio do Público na Mostra Panorama (que resulta da votação dos espectadores), “Na Síria” conta com a participação dos actores Hiam Abbass, Diamand Bou Abboud e Juliette Navis, e também com alguns refugiados sírios, entre eles Mohsen Abbas, Ninar Halabi, Alissar Kaghadou, Jihad Sleik e Moustapha Al Kar. PÚBLICO

 

Um conto de sobrevivência
Distinguido com o prémio do público na secção Panorama do Festival de Berlim, “Na Síria” propõe um retrato íntimo de uma situação de perturbante intensidade trágica — a realização é do belga Philippe van Leeuw.

Como filmar a guerra na Síria? Se nos ficarmos pelo comodismo do senso comum, a pergunta pode até parecer insensata: então não vemos a guerra da Síria todos os dias nos ecrãs de televisão?… Ora, não se trata de desvalorizar o valor primordial dos meios de informação, mas importa questionar a própria formulação da pergunta: afinal, o que é que vemos? 

É de tal formulação que parte um filme como “Na Síria”, realizado pelo belga Philippe van Leeuw e distinguido com o prémio do público na secção Panorama do Festival de Berlim. Trata-se de saber, não apenas o que vemos, mas como vemos. E a opção de van Leeuw consiste em não favorecer qualquer tipo de generalização, política ou simbólica, mantendo-se encerrado (literalmente) no espaço de uma casa de Damasco onde algumas pessoas tentam sobreviver à tragédia em que estão inseridos.
“Na Síria” desenvolve-se, assim, como uma ficção cuja elaboração tende a produzir um fortíssimo efeito documental. Em boa verdade, dir-se-ia uma reportagem de um dia e uma noite, no interior de uma casa em que a simples aproximação de uma janela pode ser fatal. No limite, cada ser humano é peão de uma luta titânica contra a própria desumanização do lugar. 

Factor essencial para a eficácia emocional do filme é o seu sólido elenco, com destaque para o trio central de actrizes: Hiam Abbass (a dona da casa), Juliette Navis (a criada) e Diamand Bou Abboud (a vizinha com o bebé). Através do seu labor de representação, “Na Síria” resiste a qualquer formatação ideológica ou moral, nessa medida combatendo também os esquematismos que, por vezes, infelizmente, contaminam o espaço informativo — um filme, enfim, para nos ajudar a sentir o mundo à nossa volta.

Crítica de João Lopes

 

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16 de Junho, 15.30h: “Paddington 2”

Realização: Paul King

Versão dobrada em português

GB/FRA, 2017, 103′ M/6

Paddington, um jovem urso-pardo originário das florestas do Peru, vive agora em Windsor Gardens, Londres, com a família Brown, que o adoptou como se fosse do próprio sangue. Toda a vizinhança se habituou à sua presença no bairro e ele sente-se muito feliz por fazer parte da comunidade. Com o aproximar do 100.º aniversário da sua tia preferida, Paddington decide que tem de encontrar um presente perfeito. Depois de muito procurar, encontra algo muito especial numa loja de antiguidades: um livro em 3D sobre Londres. Quando se apercebe do elevado preço do livro, oferece-se para fazer alguns trabalhos em troca de algum dinheiro extra. Quando finalmente consegue a quantia exacta para o comprar, descobre que o livro foi roubado. Para piorar, ao perceberem todo o interesse de Paddington pelo objecto, as autoridades acabam por considerar que foi ele o responsável pelo roubo. O ursinho acaba encarcerado numa prisão de alta segurança. É então que os Brown, empenhados em fazer justiça e retirar o amigo da cadeia, se juntam para encontrar o verdadeiro culpado…
Com realização e argumento de Paul King (“Bunny and the Bull”,”Paddington”), é o segundo filme a adaptar ao grande ecrã a simpática personagem criada, em 1958, por Michael Bond, e cujos livros correram o mundo em mais de 30 línguas diferentes. O elenco conta com Ben Whishaw (voz do urso Paddington), Hugh Bonneville, Sally Hawkins, Brendan Gleeson, Julie Walters, Jim Broadbent, Peter Capaldi e Hugh Grant. PÚBLICO

 

 

 

 

 

 

 

5 de Junho, 19h: “The Florida Project”

Realização: Sean Baker

Intérpretes: Brooklynn PrinceBria VinaiteWillem DafoeValeria Cotto

GB 2017, 71‘  M/12

Florida, EUA. Moonee tem seis anos e vive com Halley, a mãe, num motel de beira de estrada próximo do parque da Walt Disney. Ela é alegre e inteligente e os seus dias são passados a brincar com as crianças que ali habitam; já Halley é uma jovem inconsequente que sobrevive graças a subsídios estatais e alguns biscates mais ou menos legais. Mas é Bobby, o gerente, quem vai garantindo a segurança necessária àquele pequeno grupo de crianças, que o olham como se de um verdadeiro pai se tratasse…
Estreado no Festival de Cinema de Cannes, um filme dramático escrito e realizado por Sean Baker (“Tangerine”). No elenco participam os actores Brooklynn Prince, Christopher Rivera, Valeria Cotto, Aiden Malik, Bria Vinaite e Willem Dafoe, entre outros. PÚBLICO

 

Cenas de uma “outra” América

“The Florida Project” retrata o universo peculiar de um motel habitado por muitas personagens à deriva — realizado por Sean Baker, o filme valeu a Willem Dafoe uma nomeação para o Oscar de melhor actor secundário.

É sempre interessante encontrar um projecto cinematográfico que atribua real importância aos seus actores — afinal de contas, a presença de um corpo humano não se confunde com as proezas de uma qualquer figura digital… “The Florida Project”, retrato de um motel na Florida assinado por Sean Baker, é um desses projectos que aposta nos actores para gerar verdadeiras personagens.

Aliás, convém lembrar que Willem Dafoe, precisamente o intérprete do gerente do motel, foi nomeado para o Oscar de melhor actor secundário. Os seus confrontos com a pequena e fogosa Moonee, interpretada pela deliciosa Brooklynn Prince, são momentos tocantes de um mundo colorido, mas assombrado por muitas formas de decadência e solidão — em qualquer caso, a mais sofisticada composição do filme pertence a Bria Vinaite, no papel da mãe de Moonee.

Dito isto, não podemos deixar de lamentar que “The Florida Project” seja um daqueles filmes que confunde a criação pitoresca de um “ambiente” com a construção de um verdadeiro projecto narrativo. E se é verdade que personagens e lugares são genuínos, não é menos verdade que o filme se vai satisfazendo com um tom de “reportagem” superficial que, a certa altura, se torna repetitivo, dramaticamente inconsequente.

Sublinhemos, em qualquer caso, que este é um objecto capaz de expor as feridas emocionais de uma outra América, afinal lado a lado com as mitologias nacionais — recorde-se que o título evoca a construção do Disney World, situado nas imediações do motel em que decorre quase toda a acção. Existiria aqui, talvez, matéria suficiente para um grande filme realista.

Crítica de João Lopes

12 de Junho, 19h: “Ornamento e Crime”

Realização: Rodrigo Areias

Intérpretes: Vítor CorreiaTânia DinisDjin Sganzerla

POR/BRA, 2015, 90′  M/12

O detective Espada e a sua amante envolvem-se em esquemas de extorsão com a “máfia” da construção civil. Mas a verdade é que, entre trabalhadores das câmaras municipais, empreiteiros, polícias e mulheres fatais, o risco de algo correr mal parece demasiado elevado…
Uma história policial em ambiência “noir” realizado por Rodrigo Areias (“Estrada de Palha”, “Na Memória do Presente”), segundo um argumento seu e de Pedro Bastos. A fotografia é da responsabilidade de Jorge Quintela, a banda sonora de Rita Redshoes e The Legendary Tigerman, e o elenco inclui os actores Vítor Correia, Tânia Dinis, Djin Sganzerla, António Durães, Ângelo Torres, Ângela Marques e Valdemar Santos. PÚBLICO

 

Guimarães, arquitectura e cinema

Trabalhando a partir de Guimarães, Rodrigo Areias tem sido um exemplo modelar de criatividade e independência — no seu novo filme, “Ornamento & Crime”, os cenários da sua cidade servem de pano de fundo a uma redescoberta da tradição do cinema “noir”.

Por vezes, uma certa visão “automática” do cinema que se faz em Portugal gera descrições generalistas, pouco ou nada atentas à pluralidade interior da nossa produção. Na dupla qualidade de produtor e realizador, Rodrigo Areias é um magnífico exemplo dessa pluralidade, desenvolvendo a sua actividade através do colectivo Bando à Parte, sediado em Guimarães (em termos pessoais, recordo com todo o gosto que tive o privilégio de trabalhar com ele na programação/produção da área de cinema de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura).

Agora, Rodrigo Areias propõe um exercício de estimulante experimentalismo. Depois de “Estrada de Palha” (2012), a sua nova longa-metragem de ficção, “Ornamento & Crime”, aposta na possibilidade de reinventar as matrizes do clássico género “noir” de Hollywood, fazendo-o através de lugares e rostos de Guimarães. Dir-se-ia que há, aqui, um realismo insólito, no sentido em que realidade retratada é a abstracção do próprio cinema como máquina de produção de ficção.

É, obviamente, significativo que o título escolhido para o filme seja “roubado” ao ensaio do arquitecto austríaco Adolf Loos (1870-1933), publicado em 1913. Trata-se, afinal, de procurar estabelecer uma cumplicidade formal com uma arquitectura em que o rigor das linhas e o equilíbrio das composições dispensa o gratuito dos ornamentos. Dito de outro modo: este é um filme elaborado também a partir da memória do arquitecto português Fernando Távora (1923-2005), personalidade essencial na conservação e consolidação do património urbano de Guimarães.

Num contexto em que, mais do que nunca, importa defender — e, mais do que isso, preservar — a diversidade da produção cinematográfica portuguesa, “Ornamento & Crime” exemplifica uma atitude criativa descentralizada, independente e experimental. As suas singularidades merecem ser conhecidas e pensadas — a cinefilia começa, afinal, na disponibilidade do olhar e do pensamento.

Crítica de João Lopes

 

29 de Maio, 19h: “São Jorge”

RealizaçãoMarco Martins

Intérpretes: Nuno LopesMariana NunesDavid SemedoGonçalo WaddingtonBeatriz BatardaJosé RaposoJean-Pierre Martins

POR 2016, 112′  M/14

Jorge (Nuno Lopes) é um pugilista desempregado que tenta a todo o custo encontrar formas de garantir o sustento de Susana e Nelson (Mariana Nunes e David Semedo, respectivamente), a mulher e filho. Quando ela, emigrante brasileira, decide fugir da crise financeira que se instalou em Portugal e regressar ao seu país, Jorge fica sem saber o que fazer. Como último recurso, aceita um trabalho numa empresa de cobrança de dívidas. Usando o seu corpo treinado para a luta corpo a corpo, passa a intimidar pessoas que, tal como ele, se encontram numa situação desesperada. De um momento para o outro, vê-se a atravessar a fronteira da moralidade e a entrar num mundo de criminalidade gerada pela pobreza e pela falta de alternativas…
Terceira longa-metragem de Marco Martins – depois de “Alice” (2005), também protagonizada por Nuno Lopes, e de “Como Desenhar Um Círculo Perfeito” (2009) –, um filme dramático sobre os anos de intervenção da “troika” em Portugal, cuja acção se desenrola nos bairros da Bela Vista (Setúbal) e Jamaica (Seixal). O actor Nuno Lopes recebeu o Prémio Orizzonti para Melhor Actor no Festival de Veneza (2016) pela sua interpretação.

 

Um impulso realista

Algum cinema português continua a demarcar-se das vias mais medíocres de “colagem” ao universo telenovelesco — “São Jorge”, que valeu um prémio de interpretação a Nuno Lopes no Festival de Veneza, é um exemplo dessa atitude criativa.

De que falamos quando falamos de realismo cinematográfico português? Se considerarmos as respostas implícitas no filme “São Jorge”, de Marco Martins, diremos que falamos, antes do mais, do incremento obsessivo de sinais capazes de reflectir a degradação física e humana de um espaço socialmente marginal. Afinal de contas, a figura central, interpretada por Nuno Lopes, é um pugilista que não quer perder o seu filho, tentando sobreviver num mundo de violência latente (muitas vezes explícita), integrando uma empresa especializada em colectas de dívidas por meios nem sempre muito pacíficos…

Colocando esses elementos em jogo, o filme parece apostar num certo negrume — em sentido literal e simbólico — que não podemos deixar de associar a modelos de “thriller”, mais ou menos psicológico, enraizados na tradição de Hollywood. Desde a composição “neutra” de Nuno Lopes, como se fosse um fantasma errante e errático, até à valorização dos detalhes cenográficos, o impulso realista acaba por se desviar para uma certa ostentação maneirista: interessa menos a complexidade da realidade retratada e mais a valorização formalista dos seus sinais.

Tudo isto faria de “São Jorge” mais um exemplo de um cinema português que, apesar dos equívocos por resolver na sua démarche estética e narrativa, possui, pelo menos, o mérito de se demarcar da facilidade de outras propostas que se limitam a tentar rentabilizar (?) clichés, ora dramáticos, ora humorísticos, do esgotado panorama de telenovelas, “stand-up” e afins… Afinal de contas, a relação com o aqui e agora português constitui um desafio que vale sempre a pena enfrentar.

Acontece que o filme se apresenta também como uma reflexão sobre os tempos da Troika em Portugal, abrindo e fechando com legendas que referem esse período, inclusive com dados de natureza estatística. São informações que acabam por suscitar a necessidade de algum tipo de contextualização/discussão desse período que o filme, em última instância, não tem para dar (e que, provavelmente, nem sequer procura). Registe-se, apesar de tudo, a vontade de abordar a realidade portuguesa sem ceder aos lugares-comuns novelescos que dominam o nosso quotidiano social e cultural.

Crítica de João Lopes

 

22 de Maio, 19h: “A Festa”

Realização: Sally Potter

Intérpretes: Kristin Scott Thomas, Timothy Spall, Patricia Clarkson, Bruno Ganz, Cherry Jones, Cillian Murphy, Emily Mortimer 

GB 2017, 71‘  M/12

A FESTA – uma comédia envolta em tragédia – desenvolve-se em tempo real numa casa de Londres, nos dias de hoje. Janet recebe um grupo de amigos próximos para celebrar a sua promoção a “Ministro-Sombra” da Saúde do partido da oposição. Mas o marido, Bill, parece preocupado. À medida que os amigos chegam, alguns com notícias para partilhar, a noite vai-se desenredando. Um anúncio de Bill provoca uma série de revelações que rapidamente escalam em confronto aberto. Enquanto as ilusões das pessoas em relação a si próprias e umas às outras se vão desfazendo em fumo, tal como os canapés, a festa torna-se numa noite que começou com champanhe e acaba com sangue no chão.

 

Sobre a nudez moral
Eis um pequeno grande filme, dos melhores e mais estimulantes estreados entre nós nos últimos meses: em “A Festa”, Sally Potter desmonta o jogo de máscaras através do qual as suas personagens se relacionam — com um belo elenco liderado por Kristin Scott Thomas.

Em “A Festa”, Kristin Scott Thomas, actriz de uma versatilidade tecida de delicada contenção, surge a interpretar Janet, uma futura ministra da saúde. Mas a acção nada tem a ver com os cenários do seu trabalho político. Estamos, afinal, perante os dados tradicionais daquilo que parece uma não menos tradicional “comédia de costumes”: Janet convida alguns amigos — serão apenas sete personagens naquelas duas ou três divisões — para celebrar a sua promoção ao novo cargo. 

O menos que se pode dizer é que o filme dirigido pela britânica Sally Potter (famosa pelo seu “Orlando”, de 1992, segundo Virginia Woolf) conta com um elenco de gente de sofisticado talento, cada um deles sabendo compor a respectiva personagem como espelho da mais velha, e indomável, fraqueza humana: a de mascarar a verdade mais funda de cada identidade — além de Kristin Scott Thomas, o filme inclui Timothy Spall, Patricia Clarkson, Bruno Ganz, Cherry Jones, Emily Mortimer e Cillian Murphy.

Importa não revelar ao leitor/espectador o enigma que assombra o filme — há nele qualquer coisa de irónico e terrível, dir-se-ia à maneira clássica de Agatha Christie. Sublinhemos apenas que a celebração está longe de decorrer como previsto. Em breves minutos (até porque o filme é exemplarmente sintético: 71 minutos), aquele colectivo vai ser atingido pelo não-dito das suas relações, num processo de desnudamento moral que Potter filma com implacável precisão clínica.

Eis um filme atípico, fora de moda e precioso: um filme que acredita que as personagens nascem através dos corpos dos actores, não pela banal acumulação de efeitos digitais e bandas sonoras mais ou menos ruidosas… Fotografado num admirável preto e branco pelo mestre russo Aleksei Rodionov, “A Festa” é um dos mais vulneráveis produtos comerciais que, nos últimos meses, chegaram às salas portuguesas — e também um dos mais brilhantes.

Crítica de João Lopes

 

Festa do Cinema Italiano – Programação

À semelhança dos dois últimos dois anos, o Cineclube de Tomar apresenta na próxima semana uma extensão da Festa do Cinema Italiano, com filmes inéditos em Portugal, e que provavelmente não terão distribuição comercial no nosso país.

A programação será a seguinte:

15/05Fortunata, de Sergio Castellitto (ITA, 2017, 103′) – 19h

Fortunata (Jasmine Trinca) é uma mãe adolescente vivendo numa situação extremamente complicada e assombrada por um casamento fracassado. Como forma de mudar de vida, precisa lutar diariamente por seu sonho: abrir um salão de cabeleireiro desafiando seu próprio destino, numa tentativa de emancipar-se e adquirir sua independência e o direito à felicidade.

16/05Botticelli – Inferno, documentário de Ralph Loop (ITA/ALE, 2016, 86′)      http://www.botticelli-inferno.de/19h

17/05In Guerra per Amore, de Pif (ITA, 2016, 99′)  – 19h http://bogiecinema.blogspot.pt/2017/04/resenha-critica-in-guerra-per-amore-2016.html

19/05Pipi, Pupù Rosmarina e il Mistero delle Note Rapite, de Enzo D’Alò (ITA/FRA, 2017, 81′)  – filme de animação para crianças – 15.30h

Gatta Cenerentola, de Ivan Cappiello | Marino Guarnieri | Alessandro Rak | Dario Sansone (ITA, 2017, 86′) – filme de animação para maiores de 12 anos – 21.30h

https://bogiecinema.blogspot.pt/2018/04/critica-gatta-cenerentola-2017.html