8 de Janeiro, 19h: “Domingo à Tarde”

RealizaçãoAntónio de Macedo

IntérpretesIsabel de Castro, Isabel Ruth, Rui de Carvalho

POR, 1965, 90′

Cronologicamente, o terceiro filme marcante do Cinema Novo português, depois de “Verdes Anos” e “Belarmino” e, como estes, perfeitamente inserido nas tendências do novo cinema mundial dos anos 60. “Gosto de experimentar, cinema de montagem intenso, sincopado, gosto de inserir teoria dentro da acção fílmica” (Luís de Pina) são algumas das características desta obra amarga e sóbria, situada no meio hospitalar. Quase quarenta anos depois de ter sido realizado, continua novo.

Texto: Cinemateca Portuguesa

Sinopse:

Jorge, dirige o departamento de Hematologia do Instituto de Oncologia de Lisboa. Um dia, chega Clarisse, que sofre de leucemia em estado avançado. Apaixonam-se. Jorge tenta salvá-la.

Clarisse morre, apesar de todos os esforços de Jorge – que, cada vez mais desencantado, prossegue os seus trabalhos, com experiências de rotina, que sabem serem inúteis…

 

“Domingo à Tarde utltrapassa imediatamente as dificuldades surgidas na adaptação e, na sua concepção estética, na sua novidade formal, até na sua ousadia, vai bem mais longe do que, no plano literário, o romance de Fernando Namora. Ainda com uma forte componente experimental, é obra fria, neutra, dominada pela morte que persegue a personagem do médico no seu trabalho do Instituto de Oncologia, e fornece a Macedo amplas oportunidades para revelar o seu interesse pelo mundor – ele também, figura em certa medida, marginal e de gostos esotéricos – conseguiu dominar, melhor do que os outros, certas deficiências técnicas e, servindo o livro, deu dele uma adaptação que à generalidade do público pareceu singularmente escorreita.

João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, Sínteses da Cultura Portuguesa, Europália 91, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa

Festivais

Festival de Veneza 1965 (Itália) – Diploma di Merito
Festival de Cinema do Rio de Janeiro 1965 (Brasil)
Prémio da Casa de Imprensa em 1966
Prémios Plateia 1966 – Melhor Realizador, Melhor Actor (Ruy de Carvalho), Melhor Actriz (Isabel de Castro)

Estreado em Lisboa, no cinema Império, a 13 de Abril de 1966

ENTRADA LIVRE

 

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