8 de Agosto, 19h: “Café Society”

Realização: Woody Allen

IntérpretesJesse EisenbergKristen StewartSteve Carell

EUA, 2016, 96′

EUA, década de 1930. O jovem Bobby sonha conquistar fama e fortuna. Decidido a alcançar o estrelato, deixa Nova Iorque e ruma a Los Angeles, onde tenciona valer-se dos contactos do tio, Phil Stern, um famoso agente que fez carreira em Hollywood. Bobby consegue o emprego de mensageiro na empresa do tio. É então que conhece e se apaixona perdidamente por Vonnie, a belíssima secretária de Phil. Ao contrário de todos os que a rodeiam, ela olha com algum desdém para todo o “glamour” da indústria cinematográfica. Mas, para infortúnio de Bobby, ela está romanticamente envolvida com outra pessoa.
Com realização e argumento do veterano Woody Allen, uma comédia romântica que conta com Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Steve Carell, Parker Posey, Blake Lively, Corey Stoll, Jeannie Berlin, Ken Stott e Tony Sirico, entre outros. PÚBLICO

 

Melodrama em Hollywood

Foi o filme de abertura oficial do Festival de Cannes (2016)— com “Café Society”, Woody Allen revisita os eufóricos anos 30 de Hollywood, contando com um magnífico elenco liderado por Jesse Eisenberg e Kristen Stewart.

Não se pode dizer que Woody Allen seja um grande amante dos faustos de Hollywood. Apesar de já ter ganho quatro Oscars (os dois primeiros como realizador e argumentista de “Annie Hall”, em 1978), nunca esteve presente para os receber… E, no entanto, Hollywood continua a pontuar o seu trabalho.

É essa, pelo menos, a porta de entrada no magnífico “Café Society”, filme que nos transporta para os eufóricos anos 30, quando o cinema americano vivia as aceleradas transformações do mudo para o sonoro, com a consolidação de novos modelos narrativos e também do próprio star system. A sua personagem central, Bobby (Jesse Eisenberg), é mesmo um jovem que, através de ligações familiares, tenta a sua sorte na indústria dos filmes.

Repare-se, no entanto, na origem de Bobby: ele vem, afinal, de Nova Iorque e, em boa verdade, toda a sua existência em Los Angeles vai ser marcada pelas memórias da grande metrópole da costa Leste. Dir-se-ia que até mesmo o seu envolvimento amoroso com Vonnie (Kristen Stewart) se vai desenvolver como um confronto de duas sensibilidades geográficas e culturais.

Mais do que retratar Hollywood num período muito específico, Woody Allen aposta em recuperar a energia melodramática desse mesmo período, afinal fazendo um filme “antigo”, agora com o distanciamento de quem controla em absoluto as subtilezas das linguagens que convoca.

Será preciso sublinhar que, uma vez mais, isso acontece através de um elenco em estado de graça? Para além do par Eisenberg/Stewart, admire-se a subtileza das composições de Steve Carrell ou Blake Lively — afinal, este é um cinema enraizado nas singularidades dos seus intérpretes.

Crítica de João Lopes

 

 

 

 

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