7 de Fevereiro, 19h: “Páro quando Quiser – Génios à Rasca”

 

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RealizaçãoSydney Sibilia

IntérpretesEdoardo LeoValeria SolarinoValerio Aprea

ITA, 2014, 100′ M/12

Pietro Zinni é um engenheiro químico com provas dadas que, devido a cortes de orçamento na universidade onde sempre trabalhou, perde a bolsa de investigação. De um momento para o outro, este homem de 37 anos vê-se sem forma de sustento. É então que, ao perceber o preço dos estupefacientes, decide criar uma nova droga sintética que satisfaça as necessidades do mercado. Para tornar o negócio mais aliciante e lucrativo, convida para o seu novo “gang” uma série de colegas de várias áreas académicas que, apesar do seu brilhantismo, se debatem com a mesma precariedade. Os conhecimentos sobre macroeconomia, neurobiologia, antropologia, humanidades ou arqueologia revelam-se extraordinariamente úteis para esta nova actividade. De um momento para o outro, eles descobrem um mundo cheio de potencialidades, que lhes promete uma margem de lucro astronómica. O problema surge quando estes académicos pouco experientes no crime se vêem obrigados a lidar com os “verdadeiros” barões da droga…
Uma comédia italiana realizada por Sydney Sibilia, segundo um argumento seu e de Valerio Attanasio. Edoardo Leo, Valeria Solarino, Valerio Aprea, Paolo Calabresi, Libero De Rienzo, Stefano Fresi ou Lorenzo Lavia são alguns dos actores a dar vida a esta história. PÚBLICO

«Smetto quando voglio» (Páro Quando Quiser – Génios à Rasca) por Roni Nunes

O “páro quando quiser” do título refere-se às drogas, que passam a ser o centro da acção quando um grupo de investigadores universitários, afligidos pela falta de trabalho, resolve vender nas discotecas um estupefaciente inventado por um deles, Bartolomeo (Libero De Rienzo). Ele aproveita uma falha na legislação e os seus vastos conhecimentos de química para criar uma droga perfeita, reunindo os seus colegas para formar um gangue.

Para contar essa história, o realizador Sydney Sibilia, na sua primeira longa-metragem, carregou o visual do seu filme de cores fortes, edição acelerada, momentos cómicos e uma panóplia de imitações e referências a Hollywood – desde a montagem rápida, a aceleração de imagens e o slow motion – para além de recursos facilmente encontráveis em heist movies e em obras de cineastas como Guy Ritchie e o incontornável Quentin Tarantino.

Smetto quando Voglio parte de um pano de fundo social perfeitamente credível – somando-se a mais um exemplar que revela uma Itália convulsa de forma cinematograficamente atraente. Sempre divertido, traz uma crítica inequívoca a um contexto onde os grandes cientistas, em função dos cortes para pesquisas, são obrigados a trabalhar como empregados de mesa, nas bombas de gasolina ou a viver de expedientes mais ou menos ilegais.

Não deixa de ser notável como o vigoroso cinema italiano dos últimos anos consegue ser extremamente crítico, inteligente e, quando se propõe a ser cómico, efectivamente engraçado. Alguns lugares-comuns e umas piadas infelizes não arranham o resultado final. Um exemplo que bem podia ser seguido por estes lados quando voltar a existir cinema português.

 

O Melhor: cómico e crítico ao mesmo tempo

O Pior: alguns lugares-comuns e umas piadas infelizes

 

– See more at: http://www.c7nema.net/critica/item/41361-smetto-quando-voglio-por-roni-nunes.html#sthash.M9t29IeT.dpuf

 

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