17 de Maio, 19h: “Que Horas ela Volta?”

 

Brasil blog

Realização: Anna Muylaert

Intérpretes: Regina Casé, Camila Márdila, Karine Teles, Lourenço Mutarelli, Michel Joelsas, Helena Albergaria

Brasil, 2015, 112′, M/12

Val deixou Pernambuco (Brasil), para ir trabalhar como empregada doméstica em São Paulo. Para se sustentar e poder enviar dinheiro, deixou Jéssica, a filha ainda pequena, para ser criada com os avós. Durante 13 longos anos, ela vive afastada da família, dedicando-se totalmente a educar e criar Fabinho, o filho dos patrões. É então que Jéssica, já quase mulher, lhe pede para ir para São Paulo para fazer os exames para ingressar na universidade. Os patrões de Val, contentes com a notícia, insistem para que a rapariga fique em sua casa. Porém, a chegada dela vem pôr em risco o equilíbrio que até aí existiu entre a submissão cega da empregada e o poder do dinheiro…
Um filme dramático sobre a diferença de classes no Brasil que conta com realização e argumento da brasileira Anna Muylaert (“É Proibido Fumar”, “Chamada a Cobrar”). Depois da passagem pelo Festival de Cinema de Sundance (onde recebeu o Prémio do Júri) e pelo Festival de Berlim (onde arrecadou o Prémio do Público), “Que Horas Ela Volta?” é o candidato brasileiro à nomeação para a categoria de Melhor Filme Estrangeiro na 88.ª edição dos Óscares, agendada para o dia 28 de Fevereiro de 2016, em Los Angeles, EUA. O elenco conta com a actriz Regina Casé, Camila Márdila, Michel Joelsas, Karine Teles e Lourenço Mutarelli. PÚBLICO

Efeito da moda ou simples coincidência, os raros filmes que nos têm chegado do cinema brasileiro desde há algum tempo estabelecem um diálogo intrigante em torno do mesmo assunto: a fractura, social e étnica, que divide o país entre a sua burguesia branca e as populações negras precárias. Seja sob o tom de fábula fantástica (O SOM AO REDOR, de Kleber Mendonça Filho) ou de uma sátira (CASA GRANDE, de Fellipe Barbosa), todos eles traçam o retrato de uma sociedade brasileira desigual, cristalizada nas suas velhas estratificações de classes e nos seus reflexos xenófobos. Quarta longa-metragem da antiga crítica de cinema Anna Muylaert, e primeira a ter distribuição em França (e Portugal), QUE HORAS ELA VOLTA expõe esta realidade em jeito de filme descontraído, que mistura a ternura de uma comédia de costumes com a acutilância de uma crítica social mordaz. No cenário único de uma “villa” de São Paulo, o filme acompanha o percurso de Val (Regina Casé, estrela da televisão brasileira, aqui com um estilo burlesco encantador), uma empregada doméstica que trabalha há vinte anos às ordens de uma família endinheirada e disfuncional, para a qual cumpre as funções de governanta, de confidente e de mãe substituta. Uma vida de devoção quase cega, que é subitamente abalada pela chegada da filha de Val, adolescente sexy e emancipada, que vai fazer com que a mãe se aperceba do seu estado de extrema subserviência.” – Les Inrockuptibles 

 

 

 

 

 

 

 

 

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