8 de Março, 19h: “Jogo de Damas”

Jogo de Damas blog

RealizaçãoPatrícia Sequeira

IntérpretesFátima BeloRita BlancoMaria João LuísAna NaveAna Padrão

POR,  2015, 89 ‘  M/12

Cinco mulheres reencontram-se no funeral de Marta, uma amiga comum. Ao longo de uma noite, que decidem passar na casa de turismo rural que Marta nunca chegou a inaugurar, as cinco mulheres dividem segredos, recordam a amizade que as une e reflectem sobre a existência…
Um filme sobre a amizade e a perda que marca a estreia em cinema de Patrícia Sequeira. O argumento é da responsabilidade de Filipa Leal, a partir de uma ideia da realizadora, com diálogos criados pelas actrizes Ana Nave, Ana Padrão, Fátima Belo, Maria João Luís e Rita Blanco, num processo de trabalho que antecedeu a rodagem, em 2014. Segundo as palavras de Patrícia Sequeira, “este é um filme sobre pessoas, é um jogo entre realidade e ficção, porque cada uma das actrizes colocou lá as suas coisas – quem as conhece vai perceber isso”.

Cinco amigas, uma casa e um funeral

As atrizes, a realizadora e a escritora construíram um filme a partir de enigmas. A morte é uma maneira de falar sobre a vida

Jogo de Damas que hoje (28/01) tem estreia nas salas não é daqueles filmes em que os atores memorizam o argumento e interpretam o que lhes foi entregue. Foi construído pela realizadora, as cinco atrizes e a argumentista, num mergulho que foi muito fundo em cada uma delas. Só a meio do processo a realizadora sentiu que estava ali um filme a sério. No fim, quando as luzes se acendem, cada espectador desenhou o seu próprio filme, feito de memórias, perdas, amores e, principalmente, amizades.

No princípio, houve uma mensagem que Patrícia Sequeira enviou a Rita Blanco, Ana Padrão, Ana Nave, Maria João Luís e Fátima Belo. Uma pequena animação com uma boneca e a pergunta: “Queres jogar comigo?” Responderam todas afirmativamente, mas a primeira reação de cada uma foi significativa. As duas anas limitaram-se a dizer sim. Maria João pensou que era uma aplicação pornográfica (a boneca estava despida). Fátima achou que era um vírus. Rita pegou no telefone e perguntou: “O que é isto?”

Começaram as conversas a seis: barulhentas, confusas, íntimas, com alguns “pontos de enredo”, como explica Patrícia. A realizadora está muito habituada a enredos, dada a longa experiência de realizar telenovelas – Laços de SangueSol de InvernoMar Salgado, e as séries Cidade DespidaConta-me como Foi (segunda parte), E Depois do Adeus e, agora, Terapia que insiste em fazer apesar de ter mil outras tarefas como coordenadora artística da produtora SP Televisão.

Os pontos de enredo podiam ser: Maria João está zangada com Ana Nave porque não foi ao funeral da mãe dela; ou as anas não se falam, sabe-se lá porquê; ou houve um beijo que pode ter sido apenas um beijo ou muito mais. A história toda em aberto para as cinco atrizes a escreverem. Juntaram-se, quatro dias, num turismo rural em Alcácer do Sal, cada uma na sua casa, e cada uma recebeu uma carta escrita à mão por Patrícia. Eram as cartas de despedida de Marta, a amiga que tinha morrido e que era a razão de se encontrarem juntas num espaço construído por ela. Estavam elas, a Patrícia, e os cães de Rita Blanco. “Disse-lhe “por favor não tragas os cães”, e claro que ela levou e claro que foi essencial ter levado”, conta Patrícia, que recorda que todas as manhãs faziam ioga (“aquilo era muita energia junta”).

Ana Sousa Dias, in DN, Artes

 

 

 

 

 

 

 

 

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