23 de Fevereiro, 19h: “Cenas da Vida Conjugal”

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RealizaçãoIngmar Bergman

Intérpretes: Liv Ullmann, Erland JosephsonBibi Andersson

Suécia, 1974, 172′, M/12Q

Johan e Marianne fazem 10 anos de casamento.

O filme acompanha os dramas e alegrias que se seguem.

Viagem à intimidade da vida matrimonial.

Bergman “mete” a câmara pelos recantos daquele casal e extrai toda a essência do que é uma vida a dois.

Ao mostrar aquele micro-cosmos, Bergman ilustra todo o vasto cosmos humano, a nível individual, relacional e sentimental.

Admirável fotografia do veterano Sven Nykvist (e habituée de Bergman) e uso do close shot.

A dor e a raiva, a paixão e o amor, o riso e as lágrimas. Todas as “estações” do que é estar vivo e partilhar vida.

Uma catedral de emoções, sentimentos e interpretações (Liv Ullmann – lindíssima – e Erland Josephson dificilmente estarão tão ou mais sublimes).

Obra-prima total.

Começou como série televisiva. Depois foi reeditado como longa-metragem. O filme tem uma duração de cerca de 170 minutos. A série televisiva dura 283 minutos, em seis episódios.

Títulos dos 6 episódios – 1) Innocence and Panic; 2) The Art of Covering Up; 3) Paula; 4) Valley of Tears; 5) Illiteracy; 6) In the Middle of the Night in a Dark House Somewhere in the World.

Bergman deu duas opções financeiras aos seus actores – receberem salário ou uma percentagem vinda do share da emissão televisiva. Ullmann preferiu salário (motivada pelo flop de “Lágrimas e Suspiros”). Josephson e outros preferiram as comissões. Perante o (imenso) sucesso da série (na Suécia e a nível internacional) tal decisão revelou-se bem proveito$a. Ullmann ainda hoje lamenta a sua decisão.

Depois da exibição da série, o número de divórcios na Suécia aumentou enormemente, bem como o número de casais a recorrerem a consultores matrimoniais.

O impacto da série foi tal, que Bergman era frequentemente interpelado na rua por casais, que lhe pediam conselhos. Sabe-se também que, na consequência de tal, Bergman chegou a mudar de número de telefone.

Não foi considerado para os Oscars pois já tinha sido emitido na televisão (as regras da Academia impedem que um título esteja a concurso depois de ser exibido em televisão).

A série foi exibida nos USA, pelo canal HBO, em Maio de 1975.

O argumento para a versão cinematográfica era o usado para as versões televisivas.

Do blog “A Grande Ilusão”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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