22 de Dezembro às 15 e 19h: “A Ovelha Choné – O Filme”

Ovelha Choné

 

Realização: Mark BurtonRichard Starzak

Animação

FRA/GB, 2015, 85′, M/4

Choné, uma ovelha esperta e matreira, vive com o seu rebanho na quinta Vale Verdejante sob a supervisão do Agricultor e de Bitzer, um cão pastor com boas intenções, mas pouco eficaz. Apesar dos esforços da Ovelha Choné, a vida na quinta caiu numa rotina enfadonha e ela conjura um plano engenhoso para conseguir um dia de folga. No entanto, o plano da Ovelha Choné descontrola-se rapidamente e faz com que o indefeso Agricultor acabe longe da quinta. Com a ajuda do rebanho, Choné tem de deixar a quinta pela primeira vez e viajar até à Grande Cidade, para salvar o Agricultor… e falhar não é uma opção. Mas, como irão as ovelhas sobreviver? Conseguirão passar despercebidas, evitar que descubram que são ovelhas e dessa forma manterem-se a salvo das garras do malvado funcionário do controlo animal? Vive esta aventura repleta de ação, divertimento e… muita lã, onde a Ovelha Choné e o seu rebanho vão viver o dia mais animado das suas vidas.
Com realização e argumento de Mark Burton e Richard Starzak, um filme de animação que adapta a simpática personagem criada por Nick Park (também responsável pela série “Wallace e Gromit” e pela longa-metragem de animação “A Fuga das Galinhas”).

É verdade: nem só de figuras digitais vive a animação contemporânea. A prova eloquente disso mesmo está no trabalho dos estúdios Aardman que, em Inglaterra, a partir da cidade de Bristol, têm desenvolvido um trabalho invulgar de criação de mundos animados com bonecos de plasticina — além do mais, recuperando a velha técnica de stop motion (com o registo imagem a imagem para criar a ilusão de movimento).

“A Ovelha Choné – O Filme” é exactamente aquilo que o título sugere: um filme sobre uma personagem que, afinal, no interior da produção da Aardman foi, por assim dizer, conquistando terreno: primeiro, como personagem de filmes da dupla “Wallace & Gromit”; depois, através de uma série de televisão — agora, é protagonista de uma aventura que desafia a estabilidade da quinta onde vive com o seu rebanho.
Através do encadeamento de peripécias mais ou menos acidentais, mais ou menos motivadas pela tentativa de escapar às rotinas da quinta, a Ovelha Choné vê-se compelida a abandonar o dia a dia rural, arriscando-se na confusão da grande cidade, procurando resgatar o seu dono de um acidente que lhe provocou amnésia…
Estamos, assim, no domínio da fábula mais tradicional, com as atribulações da protagonista a colocar em jogo o valor básico da solidariedade, na procura de um equilíbrio possível entre os desejos individuais e as necessidades colectivas. Tudo isso trabalhado com uma delicadeza invulgar em que o humor e a ternura estão ligados a uma linguagem que quase dispensa as palavras humanas — a tradição da animação, de facto, ainda é o que era.
Crítica de João Lopes

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