20 de Outubro, 19h: “Luz de Inverno”

Luz-de-Inverno-1963-de-Ingmar-Bergman

RealizaçãoIngmar Bergman

IntérpretesIngrid ThulinGunnar BjörnstrandGunnel Lindblom

SUE, 1963, 81 ‘  M/12

Segundo capítulo da trilogia “O Silêncio de Deus”, onde também cabem “Em Busca da Verdade” (1961) e “O Silêncio” (1963), “Luz de Inverno” segue o drama do Pastor de uma pequena igreja rural que atravessa uma grave crise de fé, encontrando consolo junto de uma professora não crente em Deus, mas a cujo amor resiste. O subtítulo do filme é “Certeza Desmascarada” e a sua génese foi a peça musical “A Sinfonia dos Salmos”, de Stravinsky. É tido como um dos mais arrepiantemente depurados filmes de Bergman.
Texto: Cinemateca Portuguesa
Luz de Inverno” (1963)
Tomas, um sacerdote de província que enviuvou e perdeu a fé, vê-se, num inverno nórdico, entre o silêncio de Deus, a deserção dos fiéis, a repulsa por Marta, a mulher que quase que lhe implora que a ame, e o suicídio de um paroquiano que em vez de ajudar, angustiou ainda mais. A forma como Bergman filma Gunnar Björnstrand (Tomas) e Ingrid Thulin (Marta) naqueles grandes planos que Woody Allen, seu admirador incondicional, diz que “queimam o ecrã”, revela a importância central, na gramática visual do realizador, dos rostos como reveladores privilegiados de todo o tormento íntimo das personagens. Gelidamente austero e bebendo do mais fundo do poço do desespero existencial e da dúvida espiritual, “Luz de Inverno” era o filme preferido de Ingmar Bergman. (Eurico de Barros)

 

 

 

 

 

 

 

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