11 de Agosto, 19h: “A Grande Cidade”

The Big City_ Realização: Satyajit Ray

Intérpretes: Anil Chatterjee, Madhabi Mukherjee, Jaya Bhaduri

INDIA, 1963,  130′  M/12

Subrata e Arati são casados e têm um filho pequeno. A seu cargo estão também os pais dele e a irmã mais nova. Com seis bocas para alimentar e um só ordenado, depressa o casal se vê em graves dificuldades económicas. Quando Subrata perde o emprego, Arati encontra uma única solução: desafiar os costumes da época, que não permitem à mulher a independência económica, e arranjar um trabalho que lhe permita sustentar a família. Porém, apesar da sua alegria em poder ajudar e da satisfação pessoal de receber um salário, não vai ser fácil para os outros aceitar que seja ela a sustentá-los…
Realizado por Satyajit Ray em 1963, um drama familiar sobre as mudanças de costumes e o papel da mulher na Índia em meados do séc. XX. “A Grande Cidade” recebeu o Urso de Prata na edição de 1964 do Festival de Cinema de Berlim. Mais de meio século após a sua estreia, a Leopardo Filmes fá-lo regressar ao grande ecrã na versão restaurada. PÚBLICO

 

Ray transporta ao colo o casal de A Grande Cidade. Negoceia por eles a saída de casa – como em outros filmes do realizador, a mulher vê-se forçada a procurar trabalho, a autonomizar-se do espaço doméstico, pondo “a casa” em risco, levando a que, como se diz às tantas num dos filmes, “a entrada da mulher” seja “a saída do marido”. A escala de planos é trabalhada de forma a preparar a diluição das personagens na cidade – primeiro os dois no autocarro, mais tarde os interiores dos edifícios onde a personagem feminina se dirige para as suas funções, só na última sequência o plano geral, e os dois tão temerários e nós tão comovidos com eles, e tão receosos de que falhem, como em relação ao casal do Aurora, de Murnau.

Mas é de Jean Renoir que sempre nos lembraremos, porque Renoir, que Ray conheceu quando o francês foi à Índia filmar O Rio, de 1951, é a grande “presença” neste cinema que se impõe não mostrar muitas coisas, mas mostrar as coisas justas. Vasco Câmara, in Cinecartaz

 

 

 

 

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