18 de Novembro, 19h: “Ruas da Amargura”

ruas-blog1Produção e Realização: Rui Simões

Cinematografia: Marta Pessoa

POR, 2008, Doc, 108ʼ, M/6

As Ruas da Amargura são povoadas por homens e mulheres, de todas as idades, com carências afectivas, financeiras, problemas mentais, alcoolismo, toxicodependência, ou simplesmente pessoas que chegaram a Portugal à procura de uma vida um pouco melhor.
Do outro lado das Ruas há um formigueiro de voluntários, assistentes sociais e técnicos diversos que constroem e mantêm estruturas de apoio, uns pensando em dias melhores, outros institucionalizando a ajuda sem acreditar que o fenómeno possa ter cura

 

Um retrato tocante de um conjunto de homens e mulheres que vivem em situações de miséria nas ruas da capital portuguesa

Nuno Carvalho, Diário de Notícias

O autor de Deus, Pátria, Autoridade (1976) e Bom Povo Português (1981) alimentou durante 10 anos este projecto que em 2008 viu finalmente a luz do dia para nos dar um retrato tocante de um conjunto de homens e mulheres que vivem em situações de miséria nas ruas da capital portuguesa. Tomando como protagonistas sete figuras representativas de situações extremas de marginalidade social, entre sem-abrigo, alcoólicos ou toxicodependentes, que nos contam histórias de solidão ou exclusão, Ruas da Amargura dá-nos também o outro lado da rua, representado pelos assistentes sociais e voluntários que tentam mitigar a dor destes desafortunados com ajuda material e algum calor humano.

O tema era uma avenida aberta ao miserabilismo da praxe, mas este documentário de Rui Simões foi abençoado com personagens profundamente cativantes e comoventes, que nos inspiram simpatia (e empatia), mas também ternura e compaixão. Há qualquer coisa de “divina decadência” nestas figuras que estranhamente nos inspira um sentimento de uma certa serenidade moral e espiritual.

 

RUAS DA AMARGURA: Lisboa sem tecto

Ruas da Amargura, de Rui Simões, uma viagem ao mundo dos sem-abrigo de Lisboa

Tornou-se conhecido pelos seus filmes do pós-25 de Abril, Deus Pátria e Autoridade e Bom Povo Português, que retratam, como nenhuns outros, o país antes e durante a Revolução. Rui Simões é, sem qualquer dúvida, um realizador de causas. Mas não perde o sentido do cinema em nome da defesa intransigente de uma ideia. Em Ruas da Amargura (Rela Ficção) mostra-nos o submundo dos sem-abrigo, e daqueles que os ajudam, na cidade de Lisboa. São caras reconhecíveis pelos lisboetas, que gravitam entre a Praça da Alegria e o Jardim Constantino. Escondem histórias e riquíssimas personagens de não ficção. E essa é uma habilidade comum a vários filmes de Rui Simões, a capacidade de descobrir histórias dentro do real. (Manuel Halpern, in Visão.pt)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s