Història de la meva mort (2013) de Albert Serra

À pala de Walsh

Gustave Courbet, o pintor da vagina mais conhecida da história da pintura, disse de si próprio em certa ocasião que era “l’homme le plus arrogant de Paris” (o francês é aqui propositadamente desnecessário, rimando de forma assaz arrogante o conteúdo do que se escreve com a forma como se escreve). Não é que toda esta prosápia de Courbet viesse de se considerar como na “origem do mundo”, mas antes que soubesse que a construção de uma carreira, sobretudo na passagem do Romantismo ao Realismo, usando a recente e folhetinesca grande presse como um poderoso auxiliar, dependesse da elaboração de um sistema de poses e posições de choque. É um pouco parecida a pose de Albert Serra no mapa do cinema contemporâneo. O catalão com cara de Fassbinder, enfant terrible do cinema espanhol gosta de dizer palavras pesadas: os actores são todos os idiotas, a Adèle de Kechiche uma burguesinha…

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