Après mai (2012) de Olivier Assayas

À pala de Walsh

Da recente (ou assim não tão recente) leva de filmes sobre o Maio de 68 (e tempos imediatamente posteriores), Après mai (Depois de Maio, 2012) será o mais prosaico. Pelo menos, não partilha da visão romântica sobre os acontecimentos de The Dreamers (Os Sonhadores, 2003) de Bernardo Bertolucci (com os irmãos incestuosos e suicidas, belos mártires de uma revolução que nunca terminou), nem tem a veia poética de Les amants réguliers (Os Amantes Regulares, 2005) de Philippe Garrel (com o seu protagonista descrente mas apaixonado, que idealiza, apesar da distância que tenta ter). Talvez porque, ao contrário de Bertolucci e Garrel, Olivier Assayas há muito tenha deixado de acreditar nessa revolução (ou em revoluções).

Basta ler a pequena biografia de Assayas na Wikipedia, para se perceber que Après mai tem muito de autobiográfico. Como o seu protagonista Gilles, o realizador francês foi um activista bastante activo (passe a redundância)…

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