3 de Junho, 21.30h: “Yella”

YellaRealização: Christian Petzold

Argumento: Christian Petzold, a partir do documentário “Capital de Risco” de Harun Farocki

Intérpretes: Nina Hoss, Devid Striesow, Hinnerk Schönemann

ALE, 89ʼ, 2007, M/16

Yella (Nina Hoss) é jovem, bela e ambiciosa. À procura de uma nova vida, decide deixar para trás a sua cidade natal (na antiga RDA), o seu emprego pobre e o seu casamento falhado. Torna-se então assistente de Phillip, um jovem executivo que decide apostar nela. Apesar da pouca experiência, Yella depressa descobre que tem talento para lidar com o mundo dos negócios e vislumbra um futuro promissor com Phillip. Mas a perspectiva de conseguir tudo o que sempre sonhou é perturbada por estranhos acontecimentos. O seu psicótico ex-marido volta para a assombrar, trazendo à luz verdades incómodas sobre o passado.
Um filme alemão distinguido diversas vezes no seu país de origem: Nina Hoss recebeu o Urso de Prata em Berlim e o Prémio do Cinema Alemão para melhor actriz, o realizador foi nomeado nos dois certames (em Berlim, para o Urso de Ouro) e agraciado com o prémio para melhor filme pela Associação de Críticos de Cinema Alemães.

 

Yella (Nina Hoss) é uma mulher que termina um relacionamento difícil, mas continua a ser incomodada pelo ex-marido, por isso decide procurar emprego fora do sítio onde vive, para começar uma nova vida e afastar-se do antigo amante. Christian Petzold é uma espécie de Almodôvar alemão, consegue retratar as mulheres de forma impar, como já havia feito com o aclamado Gerpenster (2005); o sexo feminino para o autor é como um horizonte do mar, inexplorado e quando mais se explora, mais existe para explorar. Com Yella, Petzold consegue criar uma personagem interessante, realista e sem maniqueísmos de protagonismo. O filme em si é uma combinação do drama mais certeiro e de carga dramática intensa cruzado com um registo sobrenatural que resulta num twist final deveras interessante. Contudo Yella é apenas isso, um filme interessante, que mesmo sem grande ambição consegue desenrolar-se de forma fluida e cativante.

Com interpretações soberbas dos actores alemães, com situações realistas, misteriosas e personagens bem construídas, principalmente a complexidade do carácter de Nina Hoss (Yella), este filme de nacionalidade germânica é discreto mas deveras interessante, é uma experiência sedutora para quem já anda fartinho de filmes de estúdio.

O melhor – a personagem de Nina Hoss

O pior – entregar-se demasiado ao seu componente de thriller sobrenatural

(Hugo Gomes, in http://cinematograficamentefalando.blogs.sapo.pt)

 

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