6 de Maio, 21.30h: “Acto da Primavera”

actodaprimavera_0blogRealização: Manoel de Oliveira

Assistente de Realização
António Reis

Direcção de Fotografia
Manoel de Oliveira

Montagem
Manoel de Oliveira

Direcção de Som
Manoel de Oliveira
Maria Isabel Oliveira

Narração
Manoel de Oliveira

Actores: Nicolau Nunes da Silva (Cristo), Ermelinda Pires (Nossa Senhora), Maria Madalena (Madalena), Amélia Chaves (Verónica) e Luis de Sousa (Acusador)

Portugal, 90ʼ, 1963

Na Curalha, em Trás-os-Montes, todos os anos, durante a Semana Santa, os camponeses representam, o Mistério da Paixão, com base num texto do século XVI, da autoria de Francisco Vaz de Guimarães. Manoel de Oliveira e a sua equipa filmaram o espectáculo, ao ar livre, no campo.

Estreou no cinema Império, em Lisboa, no dia 2 de Outubro de 1963. Recebeu o Prémio Medalha de Ouro no Festival de Cinema de Siena (Itália) de 1964. Recebeu, ainda, o Prémio de Cinema da Casa de Imprensa para Melhor Realização e, em 1981, no Festival Interfilm em Berlim, uma Menção Especial, concedida pelo Jurí Internacional das Igrejas Protestantes.

Manoel de Oliveira teve a colaboração de José Régio, como consultor intelectual, José Carvalhais, como consultor religioso e, ainda, de António Reis, que mais tarde iria tornar-se num dos mais importantes realizadores do cinema português, como assistente de realização. Paulo Rocha foi responsável pela selecção de actualidades e António Lopes Ribeiro pela versão francesa.

Por razões técnicas foi necessário dobrar o filme. Dado que o apresentador do acto tinha, entretanto, emigrado, foi o próprio Manoel de Oliveira quem o dobrou.

“Para fazer o filme “O Pão“, eu andei à procura de moinhos por todo o país. E foi à procura deles que, por acaso, cheguei à Curalha, onde se representava O Acto da Primavera. (…) Fui ver como era e fiquei entusiasmado. Daí nasceu a ideia de fazer O Acto da Primavera. Pedi mais um subsídio ao Fundo do Cinema nacional e desta vez deram-mo. Acho que foi por causa do tema religioso”.

Manoel de Oliveira

 

“Venham ver, venham todos ver!”, logo no seu começo este é o Acto que se enuncia. Obra imperdível, que nos apresenta um Oliveira em mudança, à frente (muito à frente) das novas vagas que se lhe seguiram, elo de ligação entre o documentário, o teatro e a ficção, este é, sem dúvida, um dos filmes que não se pode perder. Pelo menos uma vez na vida, é essencial presenciar esta Primavera, que se anuncia como Páscoa. 
É com esta revelação feita cinema, que apenas os mais felizes têm podido apreciar, ensaio maior de um realizador que se situa entre Kurosawa, Pasolini e poucos outros, que o Cineclube de Tomar convida para participar numa ocasião única, com a exibição da versão restaurada. “Ao vivo e a cores”, um milagre na aldeia da Curalha (Chaves), ou, no dizer de uma jovem personagem: “é p’ra que vejas!”

Gonçalo Leite Velho

Com a colaboração da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema  logo_cinemateca_300dpi

 

 

 

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