22 de Abril, 21.30h: “E Viveram Felizes Para Sempre…?”

Au bout du conteRealização: Agnés Jaoui

Argumento: Jean Pierre Bacri e Agnés Jaoui

Intérpretes: Agathe Bonitzer, Agnés Jaoui, Arthur Dupont, Jean Pierre Bacri, Benjamin Biolay

FRA, 112ʼ, 2013

Era uma vez uma rapariga que acreditava no grande amor, no destino e nos sinais. Laura tem 24 anos e ainda está à espera do Princípe encantado.
Quando conhece Sandro numa festa, o seu sonho realiza-se e acredita que encontrou o homem da sua vida. Mas pouco depois conhece Maxime e começa a questionar-se se haverá príncipes mais encantados que outros…?

E Sandro tem os seus próprios problemas. O seu pai, Pierre, tropeçou numa vidente no funeral do seu pai que o relembrou da data da sua própria morte, que tinha adivinhado muitos anos antes. Pierre é um céptico, mas não consegue deixar de pensar nisso. Maxime também tem os seus problemas, tal como a namorada de Pierre, e a tia de Laura e muitos outros. Será que no final todos viverão felizes para sempre?

 

O título vem dos contos de fada, nesta história onde belas adormecidas, cinderelas (versão masculina) e capuchinhos vermelhos permeiam as intrincadas ligações afetivas, sexuais ou de amizade de uma vasta galeria de personagens. A história foi escrita pela também realizadora Agnès Jaoui (famosa internacionalmente por O Gosto dos Outros) e pelo seu parceiro habitual, Jean-Pierre Bacri – ambos a atuarem no filme.

O filme começa com um sonho de Laura (Agathe Bonitzer) onde ela encontra o seu príncipe encantado. Já no mundo real, conhece um jovem com quem dança numa festa, mas a fugir dela, ele deixa para trás o seu sapato. Tudo parece compor-se quando ela descobre que o calçado pertence ao músico gago Sandro (Arthur Dupont), que lhe retribui a paixão. Mas nem tudo é tão simples como nas fábulas e numa floresta de caminhos bifurcados a capuchinho vermelho Laura vai conhecer o lobo mau. Ele chama-se Maxime (Benjamim Biolay) e, tal como no conto, com ardis suficientes para atrair a inocente menina…
O grande foco da história é a relação entre os personagens e os acontecimentos não racionais que se entrelaçam com a sua vida. Entre eles, há o sisudo e ateu Pierre (Bacri), subitamente obcecado pela data da sua morte conforme informada por uma vidente, até a actriz diletante e professora de teatro para crianças, a doce Marianne (Jaoui) que, pelo contrário, “acredita em tudo o que faz bem”. Diante das vicissitudes, todos lidam, de uma forma ou outra, com a crença em algum tipo de solução não palpável.

E Viveram Felizes para Sempre…? traz o que há de melhor na comédia francesa. Para além de muito engraçado, demonstra a capacidade de Jaoui em equilibrar com sensibilidade e inteligência uma quantidade enorme de personagens, construídos com profundidade e nada caricaturais. Alguns momentos são hilários, como a cena em que o “lobo mau” acorda a “bela adormecida” de uma grande bebedeira.

No final torna-se difícil fechar todos os ciclos sem ser artificial – e essa é a razão porque ficaram por lá pontas soltas e algumas situações demasiado forçadas. Mas até chegar aí, o filme é imperdível.

O Melhor: engraçado, inteligente e muito bem realizado
O Pior: o final, com conclusões algo forçadas ou inexistentes

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