4 de Outubro, 19h: ”DocPoint Médio Tejo 3 – Cinema Documental Finlandês em Tomar”

O Pequeno Animal da Neve (Lumikko)

Realizadora: Miia Tervo
Argumento: Miia Tervo
Fotografia: Päivi Kettunen
Montagem: Okku Nuutinen
Som: Jussi Rantala
Produção: Malka Mahsa

19 min, Finlândia, 2009

Uma cidadezinha no Norte. Ninguém com quem se pudesse conversar. Nenhum outro local para frequentar além da casa. E essa também na periferia. E lá também sozinha. O cigarro sempre a deitar fumo. A garrafa que se esvazia torna-se num vaso novo. Roupa lavada congelada pelos graus negativos. O rádio com o programa nocturno Yölinja. O apresentador Pekka Sauri. Alguém que fica acordado contigo. Alguém com quem se pode conversar. Uma oportunidade para receber apoio, consolação, ajuda.

O Pequeno Animal da Neve é uma homenagem ao antigo programa de rádio Yölinja (“Linha da Noite”, 1986 – 2002). Um lembrete de que às vezes temos saudades de pessoas como Pekka Sauri para dizer as verdades frontalmente. Para acordar e agitar. Mas sobretudo para escutar. Para mostrar que no meio da escuridão há um coração e uma vida para viver.

Este filme é uma mistura magnífica e sem limites claros entre a ficção e o documentário. Trata-se de uma combinação visualmente bela de fotomontagem, áudio-arte, animação e materiais de arquivo. Leva-nos a pensar sobre quantas raparigas mesmo neste momento continuam nos seus esconderijos, sem ajuda. Sem ninguém que as escutasse.

Tradução: Mika Palo

Eternamente Teu (Ikuisesti sinun)

Realizadora: Mia Halme
Fotografia: Peter Flinckenberg & Anssi Leino
Montagem: Samu Heikkilä
Som: Kirka Sainio
Produção: Sonja Lindén / Avanton Productions Oy

75 min, Finlândia, 2011

Eternamente Teu retrata a vida de crianças cuja custódia foi retirada aos pais. A realizadora mostra tanto as crianças como os adultos a falarem abertamente sobre os seus sentimentos e dificuldades. Fica evidente a grande necessidade de falar e ser ouvido.

Um dos episódios conta a história de dois irmãos, de sete e nove anos, quando eles, após cinco anos em custódia alheia, regressam à casa da mãe biológica deles. Estas histórias raramente terminam bem, pois apenas uma pequena percentagem das crianças regressa para a sua casa biológica para ficar. Uma adolescente que viveu oito anos fora da sua casa pede permissão ao seu pai preso para mudar de apelido.

Sem apontar culpados, o filme apresenta um comentário social sobre a situação das crianças cuja custódia foi retirada aos pais numa sociedade em que, às vezes, se perde o bem dos mais pequenos na turbulência burocrática. A infância é uma fase importante da vida e ser pai ou mãe pode parecer uma tarefa muito exigente. Afinal, cada um quer encontrar um lugar onde possa sentir-se em casa e ser genuinamente o próprio. Amar e ser amado.

Tradução: Mika Palo

ENTRADA LIVRE

Apoio do Instituto Ibero-Americano da Finlândia

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