6 de Setembro, 19h: ”DocPoint Médio Tejo 2 – Cinema Documental Finlandês em Tomar”

Como Se Apanha Frutos Silvestres (Miten marjoja poimitaan)

Realização: Elina Talvensaari, 19 min, Finlândia, 2010,

Argumento: Mauro Fariñas & Elina Talvensaari

Fotografia: Joonas Pulkkanen

Montagem: Markus Leppälä

Som: Pinja Kuusela

Produção: Joonas Pulkkanen & Elina Talvensaari / Universidade Aalto

A cinematografia de “Como Se Apanha Frutos Silvestres” tem uma precisão que vai ao milímetro. O filme encanta com a sua destreza em compor as luzes e cores da floresta. No meio da vegetação cruzam-se os apanhadores finlandeses e estrangeiros de frutos silvestres – e a convivência entre eles nem sempre é um mar de rosas. Eles levam os empregos e agora até os frutos silvestres das nossas florestas… Há desconfiança de ambos os lados.

“Como Se Apanha Frutos Silvestres”  recebeu prémios no Festival Internacional de Bratislava 2010 e no Festival Internacional de Curtas Metragens de Tampere 2011. Foi seleccionado para o IDFA 2010, o maior festival de cinema documental do mundo, que acontece todos os anos em Amsterdão.

O Vapor da Vida (Miesten vuoro)

Realização: Joonas Berghäll & Mika Hotakainen, 81 min, Finlândia, 2010

Argumento: Joonas Berghäll & Mika Hotakainen

Fotografia: Heikki Färm & Jani Kumpulainen

Montagem: Timo Peltola

Som: Christian Christensen

Produção: Joonas Berghäll

Afinal, o homem finlandês chora, tal como podemos ver no “O Vapor da Vida”. Trata-se de um corte transversal – uma série de histórias diferentes, mas no fundo semelhantes, sobre as coisas mais importantes da vida, suas tragédias e até algumas alegrias. Destaca-se a importância da família nas histórias recolhidas nos vários cantos da Finlândia. Perder os seus próximos, de uma maneira ou outra, é o pior que pode acontecer a um homem. A sauna aparece no papel de um catalisador que faz um homem abrir-se a um outro homem. O corpo e a alma purificam-se ao mesmo tempo. Rituais como vihtominen (o hábito de bater-se com ramos de bétula), o beber de cerveja e löylynheitto (o deitar de água em cima de um “fogão” coberto por pedras quentíssimas) criam um ambiente que permite partilhar as desgraças privadas. As amplas imagens da natureza fundem-se com naturalidade às paisagens mentais dos narradores. O Vapor da Vida apresenta o grito de socorro do homem finlandês, mas ao mesmo tempo uma descarga cheia de esperança, um caminho de saída da solidão e da introversão. Enquanto há um ouvinte, há esperança.

ENTRADA LIVRE

Apoio do Instituto Ibero-Americano da Finlândia

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