16 de Agosto, 19h: “O Meu Tio”

Realização: Jacques Tati

Intérpretes: Adrienne Servantie, Jacques Tati, Jean-Pierre Zola

FRA, 1958, 117 min, M/12

O senhor e a senhora Arpel têm uma casa moderna num quarteirão asséptico. Eles têm tudo, conseguiram tudo, na casa deles é tudo novo: o jardim é novo, a casa é nova, os livros são novos. Neste universo tão confortável, tão “clean”, tão “hich-tech”, tão bem programado, o humor, os jogos e a sorte não têm lugar. E o filho Gérard aborrece-se de morte. É então que irrompe na sua vida o irmão da senhora Arpel, o tio, o Sr. Hulot (Jacques Tati). Personagem inadaptada, habituada ao seu mundo caloroso, vai, para delírio do sobrinho, virar tudo de pernas para o ar. PÚBLICO

O Meu Tio” prolonga a figura do senhor Hulot, acentuando a sátira da sociedade contemporânea com uma leitura profunda não apenas da relação do cineasta com os “gags” visuais – que articula com o seu militante individualismo, transformando a herança de Buster Keaton (“The Electric House” é uma das matrizes incontornáveis) em algo de pessoal e intransmissível -, mas também a abrir para uma experimentação sobre a cor e sobre uma modernidade patente nos cenários, na arquitectura de interiores e na intromissão de uma banda sonora minimalista e essencial.
Uma obra-prima absoluta a rever e a revalorizar sempre, universal e localizada no tempo de uma ruptura com os mecanismos de representação.
(Mário Jorge Torres, in Ipsilon)

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