12 de Julho, 19h: “Tabu”

Realização: Miguel Gomes

Interpretação: Teresa Madruga, Laura Soveral, Ana Moreira, Carloto Cotta, Isabel Cardoso, Ivo Müller, Manuel Mesquita

POR/ALE/BRA/FRA, 2012, 118 min, M/12

Três mulheres a viver num prédio antigo na cidade de Lisboa: Aurora é uma idosa temperamental e excêntrica; Santa, a empregada cabo-verdiana; e Pilar, uma vizinha dedicada. Sentindo o fim aproximar-se, Aurora faz-lhes um pedido invulgar: quer encontrar-se com Gianluca Ventura, alguém que até àquele momento ninguém sabia existir. Assim, dispostas a cumprir o desejo da velha senhora, Santa e Pilar acabam por descobrir que os dois viveram uma história de amor e crime no passado. Uma história que começou há 50 anos em Moçambique, algum tempo antes da Guerra Colonial, e que começa assim: “Aurora tinha uma fazenda em África no sopé do monte Tabu…”

Realizado por Miguel Gomes (“Aquele Querido Mês de Agosto”), o filme, em competição na Berlinale de 2012, foi aplaudido pelo público e pela crítica, acabando por receber o prémio da crítica, atribuído pela Fipresci.

Filmado a preto e branco, é uma co-produção de Portugal, Alemanha, Brasil e França, contando com a participação dos actores Teresa Madruga, Laura Soveral, Ana Moreira, Carloto Cotta, Isabel Cardoso, Ivo Müller e Manuel Mesquita.

Tabu é a “entrada na idade adulta” do cinema de Miguel Gomes, filme da maturidade de um realizador que dá aqui um passo de gigante, mantendo intactas a impertinência e a irrisão do seu cinema ao mesmo tempo sofisticado e ingénuo mas introduzindo pela primeira vez a melancolia do “paraíso perdido”, a compreensão de que, no cinema como na vida, “o que foi não volta a ser”.

Não é por acaso que Tabu é um olhar ao mesmo tempo lúcido e onírico sobre uma África “de pacotilha”, mas mais real que a verdadeira, interrogando os sonhos do nosso passado e os remorsos do nosso presente com um piscar de olhos ao cinema clássico que nunca perde de vista a impossibilidade do seu regresso. Gloriosamente fotografado num preto e branco sumptuoso por Rui Poças. Tabu não é ainda um filme perfeito (a concisão nunca foi uma virtude de Gomes, e há momentos em que ainda se sente alguma redundância), mas está tão perto de o ser que está aqui um clássico instantâneo do cinema português. (Jorge Mourinha, in Ipsilon)

Fonte: Cinecartaz Público

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s