29 de Dezembro, 19h: “Longe do Paraíso”

Realização: Todd Haynes

Interpretação: Julianne Moore, Dennis Haysbert, Dennis Quaid, Viola Davis, Patricia Clarkson

EUA, 2002, 107’, M/12

No Outono de 1957, os Whitakers representam o quadro perfeito de uma família feliz, no paraíso americano. A sua existência diária é marcada pelas regras de etiqueta, os eventos sociais e os cocktails de fim de tarde. Cathy Whitaker (Julianne Moore, que volta a trabalhar com Todd Haynes depois de “Safe”) é a dona de casa perfeita, esposa e mãe, com uma criada e um jardineiro negros. Frank (Dennis Quaid) é o chefe de família, que todos os meses traz o dinheiro para casa. Têm dois filhos, um rapaz e uma rapariga, ambos na pré-adolescência.
Mas esse mundo estilhaça-se e afasta-se do paraíso quando Cathy descobre que o marido é homosexual; cria laços de amizade com a criada e o jardineiro, que vão desencadear mexericos cruéis na comunidade envolvente e alterar as suas vidas para sempre.
“Longe do Paraíso” é o regresso de Todd Haynes, depois de “Safe” e “Velvet Goldmine” e é uma revisitação dos filmes dos anos 50 com cores berrantes, carros que reluzem ao sol, e o vento que varre as folhas mortas e coloridas de Outono; uma evocação dos melodramas de John Stahl, Max Ophuls e, sobretudo, Douglas Sirk (lembrando-nos os belíssimos clássicos “Imitation of Life” e “All That Heaven Allows”).
O filme esteve em competição oficial em Veneza 2002, onde Ed Lachman (o director de fotografia) recebeu o Prémio para uma Contribuição Individual e Julianne Moore foi distinguida com a Taça Volpi para Melhor Interpretação Feminina e o Prémio do Público para Melhor Actriz.

Teve 4 nomeações para os Óscares de 2003: Melhor Actriz Principal (Julianne Moore), Melhor Argumento Original (Todd Haynes), Melhor Fotografia (Edward Lachman) e Melhor Música Original (Elmer Bernstein).

Fonte: Cinecartaz Público e IMDB

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