2 de Junho, 19h: “Lili Marleen”

Realização: Rainer Werner Fassbinder

Interpretação: Hanna Schygulla, Giancarlo Giannini, Mel Ferrer, Karl-Heinz von Hassel, Christine Kaufmann, Udo Kier, R. W. Fassbinder

ALEMANHA  1981, 120’  M/12

Zurique, ano de 1938. História de uma alemã (Willie), cantora de cabaré, e de um músico (Robert), judeu suíço, que se apaixonam contra a vontade do pai dele, homem poderoso e influente, que dirige uma rede clandestina de auxílio a judeus com problemas na Alemanha.

Através dos seus conhecimentos e ligações, o respeitável pai maneja de modo a que Willie não possa regressar à Suíça depois de uma viagem a Munique na companhia de Robert, em missão de resgate de semitas.

A guerra torna definitiva a separação dos amantes. Inesperadamente, Willie vê uma sua antiga canção atingir o cume da popularidade, quando tocada num programa de rádio para as forças armadas alemãs. A tentativa do comando nazi de proibir a canção, por desmoralizante, nada consegue perante o seu inesperado e retumbante êxito. Haverá então que aproveitar em favor do regime a popularidade atingida, que até ultrapassa fronteiras.

A vida corre bem a Willie, que é inexoravelmente envolvida no processo político. A Gestapo sabe da sua ligação com Robert, que é preso e torturado quando tenta encontrar-se com ela.

É salvo por estranhas e complicadas negociações da organização do pai, e por influência de Willie. Sabendo disso, a polícia secreta tenta liquidá-la, mas uma notícia da rádio dos Aliados anuncia a prisão e morte de Willie. É indispensável um desmentido, e Willie deverá cantar “Lili Marleen” em directo, provando que está viva.

Tendo como ponto de partida a autobiografia de Lale Andersen, Fassbinder admitiu que o seu interesse nesta história foi o grande amor entre duas pessoas, sendo grande só por não chegar a acontecer, nem poder concretizar-se. Por outro lado, interessava-o o facto de alguém admitir querer sobreviver dentro do regime nazi, ou de outro semelhante, sem ser partidário do mesmo, pretendendo fazer carreira num regime onde tudo é negociável, até a alma.

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