12 Março, 19h: "Cristóvão Colombo – O Enigma"

Realização: Manoel de Oliveira

Intérpretes: Ricardo Trepa, Leonor Baldaque, Manoel de Oliveira, Maria Isabel Oliveira, Luís Miguel Cintra.

Argumento: Manoel de Oliveira do livro de Manoel e Silvia da Silva.

Fotografia: Sabine Lancelin

Música: José Luís Borges Coelho

Produção: François d’Artemare (Filmes do Tejo, Les Films de l’aprés-midi)

Origem: Portugal / France 2007. 01H15′

Género:

Planos simétricos, enquadramentos fixos, poucas personagens, tudo no novo filme de Manoel de Oliveira, usando uma parsimónia maior do que o habitual e simultaneamente dando provas de uma vitalidade física e intelectual, movimentando-se tanto à frente como atrás da câmara, quando estava quase nos dois séculos de existência.

Visitando os lugares históricos, Manuel e Silvia iniciam um périplo “a la recherche” de Cristovão Colombo: Cuba, vila portuguesa onde eventualmente terá nascido o navegador, e que terá dado o nome à ilha das Antilhas, depois o Algarve, a costa leste americana e finalmente Porto Santo, onde o marinheiro fez escala; viagem continuada nos monumentos, onde é encontrada a história de um passado glorioso, a idade de ouro do império lusitano, frequentemente evocado por Oliveira, singularmente com “Non, ou a Vã Glória de Mandar” (1990) e “Palavra e Utopia” (2000). História recolhida pelos poetas atestando qeu os navegadores, os portugueses, foram os primeiros a fazer do mundo uma totalidade.

Essa História, agora numa procura meditação sobre a origem do descobridor da América, sombolicamente incarnada na pessoa do cineasta, como guardião da memória nacional.

A nostalgia do império (ou da juventude) sem esperança de regresso, envolvendo nos filmes do desejadouma desesperança a que só resta o oceano mar, idêntico dum continente ao outro.

Com uma grande sobriedade, quase importuna para o seu trabalho anterior, Oliveira dá-nos um vazio inexorável das desaparições inevitáveis, continuando uma introspecção, possivelmente começada com “Viagem ao Princípio do Mundo” (1997).

Vem a propósito lembrar as palavras de Manoel de Oliveira, numa entrevista ao Público / P2 de 24.03.07: “O homem sem memória não é gente. E a História não é mais do que a memória.

Hoje procura-se conecer os antecedentes de tudo, até dos animais. Isso é importante para saber quem somos, onde estamos, como vivemos, para perceber tudo o que nos rodeia”.

jm.

Trailer

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