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14 de Julho, 18.45h: “O Testamento do Sr. Napumoceno”

Realização: Francisco Manso (a)

Interpretação: Nelson Xavier, Maria Ceiça, Chico Diaz, Zezé Motta, Via Negromonte, Milton Gonçalves, Francisco de Assis, Carla Leal, Camacho Costa, Elisa Lucinda, Cesária Évora, Ana Firmino, Silvestre Évora, Eliezer Motta, …

PORTUGAL/BRASIL/CABO VERDE/FRANÇA/BÉLGICA – 1997, 117’

Sinopse:

Napumoceno da Silva Araújo era o homem mais bem sucedido do arquipélago de Cabo Verde. Por isso, a sua morte não deixou ninguém indiferente, especialmente o seu sobrinho, que já se via herdeiro universal.

Mas a vida de Napumoceno guardava segredos, e entre eles a existência de uma inesperada filha ilegítima, Graça, herdeira de toda a sua fortuna.

Através de fitas gravadas, Graça vai descobrindo a verdadeira personalidade de seu pai, um homem ambicioso, astuto, oportunista, mas também sensível e apaixonado.

Destas confissões, as que mais a surpreendem e cativam são as relações amorosas do falecido, retrato fascinante, complexo e contraditório, fortemente enquadrado no pano de fundo da sociedade caboverdiana.

Filme adaptado do romance “O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo” do escritor caboverdiano Germano de Almeida.

(a) Para falar sobre o filme teremos a presença do realizador, Francisco Manso, que prontamente acedeu ao convite endereçado pela Direcção do Cineclube de Tomar – Plano extraordinário

26 de Maio, 19h: “Sophie Scholl – Os Últimos Dias”

Realização: Marc Rothemund

Interpretação: Julia Jentsch, Fabian Hinrichs, Gerald-Alexander Held, Florian Stetter, Johannes Suhm, Johanna Gastdorf

ALEMANHA  2005, 121’  M/12

A corajosa história de Sophie Scholl já tinha sido contada em dois filmes de 1982. Mas a versão de Rothmund tem a particular vantagem de se basear em documentos ainda não disponíveis em 1980: os protocolos originais dos interrogatórios da Gestapo, na posse da RDA e acessíveis sómente depois da reunificação das Alemanhas.

O filme centra-se nos últimos seis dias de uma breve vida (17 a 22 Fev 1943): da temerária decisão dos dois irmãos, Hans e Sophie, e um amigo daquele, autor dos textos (todos pertencentes ao grupo anti-nazi Rosa Branca) de distribuir panfletos de resistência na Universidade de Munique; da sua detenção e posterior prisão; o longo, tortuoso e penoso interrogatório; o grotesco julgamento até à inevitável condenação por traição, e a morte de todos, na guilhotina.

Ainda que se possam sentir alguns laivos de sentimentalismo na construção do argumento, é indiscutível a força de notável suspense durante as cenas de inquirição, sendo o filme uma bem estruturada comemoração da coragem dos jovens numa Alemanha que se acreditava total e irremediavelmente subjugada pelo nazismo.

De notar a espantosa Julia Jentsch (revista em THE EDUKATORS – Weingarten, 2005), que recebeu o Urso de Prata de Melhor Actriz na 55ª Berlinale (2005), tendo Marc Rothmund sido contemplado com o Urso de Prata de Melhor Realizador na mesma competição.

“Sophie Scholl – Os últimos dias” foi candidato ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2006, representando a Alemanha.

9 de Dezembro, 19h: “Beija-me Depressa” (Acção! Conversa sobre cinema)

Conversa acompanhada do filme: “Beija-me Depressa”

Palestrante: José Ricardo Lopes

José Ricardo Lopes nasceu em Tomar em 1989. Foi nessa cidade que iniciou a realização de pequenos filmes. A sua primeira curta-metragem, Francisca e a sua Torre, foi filmada no Convento de Cristo em Tomar, quando tinha apenas 15 anos. Seguiu-se a cobertura em vídeo e em directo de vários espectáculos e a realização da série de 10 episódios, Batata Frita. Em 2007, realizou a curta-metragem de animação O Cadáver Esquisito. Ainda nesse ano, ingressou no curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema. Em 2008, realizou as curtas-metragens Estrela Cadente e Je m’appellle. Em 2009, co-realizou o documentário Húmus, nomeado para um “Golden Panda” na categoria de “Best Documentary for Nature & Environment”. Em 2010, regressou a Tomar para realizar a curta-metragem Beija-me depressa!, inspirada na cidade. Encontra-se, actualmente, em processo de pós-produção de uma outra curta-metragem de ficção.

Título: “Beija-me Depressa”

Argumento, Produção, Realização e Montagem: José Ricardo Lopes

Direcção Artística: Alexandra Rato

Director de Som: Raphaël Morgado Lopes

Música Original: João Gonçalo Neves

Assistência de Realização: Rui Falcão

Interpretação: Ana Guiomar, Fernando Pires, Raphaël Morgado Lopes, Rui Morisson

Género: Ficção

Portugal, 2010, 25′

Sinopse:

Em Tomar, naquela tarde de 1954, a Isabel e o André cruzaram-se por acaso na rua, sorriram e amaram-se logo. O André era militar e a Isabel trabalhava numa casa de família. Os dois não hesitaram em seguir o seu caminho, mas aquele foi o momento mais bonito das suas vidas.

Porque os grandes amores existem.

Porque os grandes amores são intensos.

Porque os grandes amores também se esquecem.

14 de Outubro, 19h: “Ervas Daninhas”

Realização: Alain Resnais

Interpretação: André Dussollier, Sabine Azéma, Emmanuelle Devos, Mathieu Amalric

Argumento: Alex Reval, Laurent Herbiet

Género: Drama

Classificação: M/12

França 2009 104′

Sinopse:

Uma mala perdida e depois encontrada abre a porta dá início à romântica aventura de Georges e Marguerite. Depois de analisar os documentos da proprietária, Georges vê-se numa situação difícil para devolver o que encontrou à polícia. E nem sequer Marguerite poderá recuperar a mala sem se encher de curiosidade sobre quem poderá tê-la encontrado. À medida que caminham pelos protocolos sociais dos agradecimentos, as suas vidas outrora banais encher-se-ão de turbulência.

Fonte: cinema.sapo.pt

A primeira mensagem…

Em construção…